O que é o ADAS, e como funciona?
A grande maioria dos acidentes na estrada são causados por erros humanos. O ADAS, ou Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor, foram inventados e implementados com o intuito de preveni-los. Embora o nome possa soar estranho para alguns, o ADAS já faz parte do nosso dia a dia. Por exemplo, em carros mais recentes, alguns desses sistemas têm de ser obrigatoriamente instalados pelos fabricantes.
O que significa ADAS?
Os Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor (ADAS) compreendem um grupo de sistemas automóveis que utilizam múltiplos sensores, câmaras e radares para monitorizar tudo ao redor do carro. Após processar os dados em unidades de controlo, as unidades de saída podem reagir prontamente quando necessário.
História e evolução do ADAS
- Início dos Sistemas ADAS: Os primeiros sistemas ADAS foram introduzidos na década de 1970, com o Sistema de Travagem Anti-Bloqueio (ABS) a ser o primeiro sistema de assistência ao condutor. Atualmente, o ABS é uma característica padrão em quase todos os carros.
- Desenvolvimento Contínuo: Ao longo do tempo, os engenheiros têm continuamente desenvolvido novos sistemas de segurança, possibilitando que os veículos estejam equipados com inúmeras funções avançadas, até mesmo para a condução autónoma.
- Motivação: Os consumidores estão cada vez mais a priorizar as características de segurança na compra de veículos, impulsionando a inovação nos sistemas ADAS.
Função e objetivos do ADAS
Todos os componentes do ADAS foram projetados para auxiliar os condutores, servindo como um complemento nas situações em que os humanos não conseguem realizar certas tarefas, o que pode conduzir a situações perigosas na estrada. Estas conquistas da engenharia, combinadas com as capacidades humanas, têm como objetivo:
- Minimizar os acidentes rodoviários;
- Salvar vidas;
- Preservar a saúde dos utentes.
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- Vantagens do ADAS na segurança rodoviária;
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O que é o ADAS num carro?
Como já foi referido, o ADAS teve o seu início na década de 1970. Ao longo dos anos, o número de sistemas ADAS aumentou de forma tão significativa que seria fácil listá-los a todos.
Sistemas autónomos
- ABS (Antilock Braking System): Monitoriza a velocidade de cada roda e ajusta a força de travagem individualmente para evitar derrapagens e maximizar a eficiência da travagem.
- ESP (programa eletrónico de estabilidade) e TCS (Sistema de controlo de tração): Estes sistemas evitam a derrapagem durante acelerações e curvas, aplicando travões de forma independente e limitando a potência do motor.
- Lane Keep Assist (LKA): Detecta as marcações da faixa de rodagem e guia o automóvel de forma autónoma para manter a sua posição correta sem intervenção do condutor.
- Controlo de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC): Mantém uma velocidade definida, ajusta a velocidade de acordo com o veículo da frente e pode parar o veículo se necessário. Pode integrar-se com o reconhecimento de sinais de trânsito para ajustar a velocidade conforme o limite em vigor.
- Travagem automática de emergência (AEB): Um dos sistemas mais complexos, utiliza sensores de estacionamento, câmaras, radares e LiDAR para monitorizar o ambiente. O AEB dá um sinal ao automóvel para iniciar a travagem quando deteta riscos de colisão. Existem vários tipos de AEB, destinados a evitar colisões com carros, peões ou ciclistas, bem como para situações em marcha atrás.
Sistemas de alerta
- Sensores de estacionamento e câmaras de visão traseira: Proporcionam uma visão ampliada dos obstáculos que o condutor pode não conseguir observar diretamente.
- Assistência ao Ângulo Morto e LDWS (Sistema de aviso de desvio da faixa de rodagem): Emitem avisos óticos, acústicos ou tácteis quando há obstáculos próximos que podem passar despercebidos.
- Driver Alert: Monitora o comportamento e os movimentos do condutor utilizando câmaras e unidades de controlo. Emite avisos quando deteta sinais de sonolência, incentivando uma pausa.
Níveis de automatização dos veículos – O ADAS no setor automóvel
O ADAS está intimamente ligado à automatização dos veículos. Dependendo do número e dos tipos de sistemas instalados, o veículo enquadra-se num dos seguintes níveis:
Nível 0
O condutor tem controlo total sobre o automóvel. Apenas existem sistemas que auxiliam em situações específicas, como o LDWS e sensores para estacionamento. Mesmo o AEB pode ser incluído neste nível, atuando em situações críticas específicas.
Nível 1
O veículo possui um sistema que pode dirigir ou acelerar/travar, como o Assistente de Manutenção na Faixa de Rodagem ou o ACC.
Nota: A combinação de ambos os sistemas ultrapassa o nível 1.
Nível 2
Os sistemas podem conduzir, acelerar e travar simultaneamente. Apesar disso, o condutor deve estar atento e pronto para assumir o controlo a qualquer momento.
Nível 3
Permite ao condutor uma pausa na condução ativa, uma vez que os sistemas assumem o controlo total. Contudo, o condutor deve estar preparado para reagir após receber um aviso.
Nível 4
O condutor já não é obrigado a reagir e pode até dormir enquanto o veículo está a ser conduzido, embora este nível seja atualmente limitado a determinadas condições (ex. autoestradas).
Nível 5
Descrição de um veículo totalmente autónomo, que opera em todas as condições sem intervenção humana.
Nota: O quadro jurídico e ético relacionado com veículos autónomos ainda está em evolução.
ADAS: presente e futuro
Atualmente, os automóveis estão equipados com uma vasta gama de sistemas de assistência ao condutor. A tendência é a evolução contínua rumo a veículos totalmente autónomos. Contudo, a presença do condutor permanece essencial para a segurança, sendo fundamental manter os sistemas ADAS calibrados e em perfeito funcionamento.
Outra questão fundamental é manter todos os sistemas ADAS em condições impecáveis. Mesmo que um automóvel esteja equipado com os sistemas mais recentes, um ADAS com manutenção deficiente ou calibrado incorretamente pode representar mais perigo do que ser uma ajuda para o condutor.
Além disso, os condutores devem saber como utilizar corretamente os sistemas, seguindo as recomendações do fabricante do automóvel.
Todos os sistemas têm procedimentos de teste rigorosamente definidos (para a Europa, incluídos nas Nações Unidas - Regulamentos da Comissão Económica), e o cumprimento das regras de utilização e manutenção garante que os sistemas funcionem como previsto.